Criados dois novos cursos de graduação: Engenharia de Minas e Gestão de Políticas PúblicasO Conselho Universitário (Consuni) da UFC aprovou por unanimidade, em reunião na última quinta-feira (4), a criação de dois novos cursos de graduação: Gestão de Políticas Públicas, do Centro de Ciências Agrárias (Fortaleza), e Engenharia de Minas, do Campus de Crateús. A expectativa é de que a primeira graduação passe a funcionar a partir de 2015, com 40 vagas; já a data de início do Curso de Engenharia de Minas está em processo de definição. Com a novidade, a UFC salta de 119 para 121 cursos de graduação.O bacharelado em Gestão de Políticas Públicas é resultado da experiência de mais de 10 anos em ações de pesquisa e extensão da UFC nessa área, sobretudo após a criação do Programa de Mestrado Profissional em Avaliação de Políticas Públicas (MAPP), em 2000. Agora, a nova graduação pretende qualificar profissionais para o setor público, contribuindo para a promoção da cidadania, o reconhecimento das diversidades socioculturais, o enfrentamento das desigualdades, a melhoria das condições de vida da população e demais ações que visem ao avanço da sociedade. Consulte o projeto pedagógico:http://is.gd/0MjegvEm Crateús, o Curso de Engenharia de Minas visa atender à demanda de uma das indústrias mais importantes na geração de divisas e no desenvolvimento econômico e social nas regiões onde se instala. Os profissionais formados estarão aptos a planejar e supervisionar a extração de minérios, elaborar planos de desmonte de rochas, planejar e realizar projetos envolvendo tratamento de minério, dentre outras atividades. Esse será o primeiro bacharelado oferecido pela UFC na área, e contará com o apoio do Curso de Engenharia de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto, o mais antigo do Brasil, cuja criação data de 1876. O projeto pedagógico também está disponível para visualização: http://is.gd/gyzCMuCONCESSÃO DE TÍTULOS – O Consuni também aprovou a concessão de três títulos de doutor Honoris Causa. Serão homenageados o Prof. Eugênio Raul Zaffaroni, Ministro da Corte Suprema de Justiça da Nação Argentina e professor Emérito e Diretor do Departamento de Direito Penal e Criminologia da Universidade de Buenos Aires; a Profª Maria do Socorro Aragão, fundadora do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal da Paraíba; e o Prof. Pablo Lucas Murillo de La Cueva, catedrático de Direito Constitucional da Universidade de Córdoba e magistrado da Suprema Corte da Espanha.A data da entrega dos títulos, propostos pela Faculdade de Direito, pelo Centro de Humanidades e pela Faculdade de Medicina, respectivamente, será agendada com os homenageados.Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social e Marketing Institucional da UFC – fone: 85 3366 7331
sábado, 6 de setembro de 2014
Novos cursos na Universidade do Ceará - UFC
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Marina no Ceará.
Marina Silva chega sábado no Ceará
A candidata a presidente da República pelo Partido Socialista Brasileiro, Marina Silva, estará em Fortaleza no próximo sábado, dia 6 de setembro. Segundo o coordenador da campanha da candidata ao Governo do Estado Eliane Novais (PSB) e presidente do PSB no Ceará, Sergio Novais, a candidata a presidência participará de culto em celebração aos 100 anos das Assembleias de Deus no Ceará.
Marina Silva chega a Fortaleza no início da tarde, por volta das 14h. Já o evento de celebração aos 100 anos das Assembleias de Deus no Ceará acontece a partir das 16 horas, no estádio Castelão. Antes de chegar em Fortaleza, a presidenciável cumpre agenda na Bahia.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Eleições 2014
Eleição deste ano é a mais cara
da história
Levantamento exclusivo da Revista
Congresso em Foco mostra que a previsão de gastos dos candidatos em 2014
ultrapassa R$ 71 bilhões, valor que daria para manter o Bolsa Família por seis
anos e é um terço maior que o previsto na campanha passada
Apesar da maior parte das
contribuições sair do cofre de grandes empresas, eleitor também paga a conta Os
quase 25 mil candidatos que disputam um mandato este ano esperam arrecadar e
gastar, juntos, até R$ 71 bilhões, de acordo com levantamento feito pela
Revista Congresso em Foco no banco de dados do Tribunal Superior Eleitoral
(TSE). Um terço a mais do que previram os 22 mil concorrentes no começo da
campanha de 2010. Dinheiro suficiente para bancar quase três Copas do Mundo,
considerando-se os valores divulgados em balanço pelo governo federal em maio.
Ou para cobrir todas as despesas com salário e mandato dos 594 deputados e
senadores, inclusive assessores de confiança, por sete décadas. Ou, ainda,
custear por seis anos as 14 milhões de famílias (50 milhões de pessoas) que
sobrevivem com recursos do programa Bolsa Família.
De 2002 a 2010, as despesas
declaradas por candidatos e partidos durante as eleições para cargos federais
cresceram cinco vezes, muito acima da inflação de 76% registrada no período.
Desde as denúncias que derrubaram o então presidente Fernando Collor, em 1992,
o atual sistema de financiamento eleitoral dividiu o noticiário político com o
policial em diversas oportunidades. Foi pano de fundo de todos os mensalões, do
PT, do DEM e do PSDB. Passou a ser visto como uma janela para a corrupção por
autoridades policiais, do Ministério Público e da Justiça. E como uma porta
para a distorção na representação dos políticos, na avaliação de cientistas
políticos e representantes de entidades engajadas na luta pela melhoria da
política no país.
Jogo comprado
“Chegamos ao grau da
insustentabilidade. As eleições são um jogo comprado no Brasil”, afirma o juiz
eleitoral Márlon Reis, um dos idealizadores da Lei da Ficha Limpa e coordenador
do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE).
Segundo ele, só se elege quem tem
muito dinheiro ou é apoiado por grandes empresas. “Isso não é legítimo, porque
nega a representação a outros segmentos da sociedade que não o econômico. As
representações estão sob domínio do abuso do poder econômico, que, de ilícito,
tornou-se regra”, acrescenta o magistrado.
Além do aumento de mais de 30% na
estimativa inicial, há outro indicador de que os gastos serão muito superiores
este ano: os presidenciáveis, cujos números finais historicamente se aproximam
do teto previsto inicialmente, praticamente dobraram a estimativa de 2010. Em
busca do posto máximo da República, os 11 candidatos ao Palácio do Planalto
pretendem investir até R$ 917 milhões. Somente os três principais nomes – Dilma
Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB), que substitui Eduardo
Campos (PSB) – projetam arrecadar R$ 738 milhões, ou 80% do total. Há quatro
anos o limite inicial de despesas dos presidenciáveis era de R$ 482 milhões.
Mas, ao final dos dois turnos, as despesas passaram de meio bilhão. No primeiro mês de campanha deste
ano, os candidatos ao Planalto receberam R$ 31,2 milhões, de acordo com a
primeira prestação de contas, divulgada no começo de agosto. Apenas os três
principais concorrentes ficaram com 94% de todo o dinheiro repassado.
Desde 1997, o Congresso Nacional
discute a necessidade de uma lei que limite os gastos das campanhas.
Desinteressados em mudar as regras do jogo do qual se beneficiam, os
parlamentares preferem não colocar o tema em votação e deixar a definição das
despesas máximas com os próprios partidos. Como ninguém quer parar em um teto
baixo de arrecadação, temendo ser ultrapassado pelos adversários, as legendas
costumam exagerar na estimativa. “É uma corrida sem fim, uma bola de neve. Se
um gastar mais, o outro vai tentar superá-lo”, observa o promotor Edson de
Resende Castro, coordenador eleitoral de Minas Gerais.
Nas eleições de 2010, as despesas
declaradas giraram em torno dos R$ 4 bilhões, cerca de 10% dos R$ 48 bilhões
estipulados no começo da campanha. Essa disparidade costuma ser puxada pelos
milhares de candidatos a deputado federal e estadual, que apresentam metas de
arrecadação muitas vezes irreais. Só o PTdoB de Rondônia, por exemplo, estimou
limite de R$ 90 milhões para cada um de seus candidatos à Assembleia
Legislativa. Já o PT de Sergipe fixou o teto de R$ 30 milhões para eleger cada
deputado federal.
Democracia do dinheiro
Gastos mais elevados de campanha
diminuem a competitividade de candidatos com menos recursos, o que dificulta a
representação de setores mais pobres da sociedade e favorece relações
promíscuas entre empresas e candidatos, afirmam os especialistas no assunto.
Para os doadores, as contribuições financeiras são um investimento. Muitos
miram contratos com a administração pública ou benefícios como renúncias
fiscais ou reduções de impostos para suas atividades. Interesses que, muitas
vezes, entram em conflito com o do eleitor que bancou com o voto a eleição de
determinado candidato.
“A avalanche financeira que toma
conta das eleições é o maior fator de distorção da representação política no
Brasil”, diz o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS),
defensor do financiamento público de campanha e da proibição de doações por
empresas. “O país está se transformando na democracia do dinheiro”, acrescenta.
A mesma crítica é feita pelo
presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Furtado
Coêlho. “Sabemos que a sociedade é desigual, mas temos de construir sistema
eleitoral que iguale os brasileiros, e não os desiguale ainda mais”, defende. A
OAB questiona no Supremo Tribunal Federal (STF) a legalidade do financiamento
eleitoral por empresas. O julgamento foi suspenso em abril, com placar de seis
a um pela derrubada das contribuições das pessoas jurídicas (leia mais na
página 15). Caso os ministros confirmem o posicionamento adotado até agora,
esta poderá ser a última eleição com doação do empresariado.
Via: Congresso em foco
Eleições 2014
As pessoas querem proximidade e interação
Na semana passada, Marina Silva,
candidata do Partido Socialista Brasileiro (PSB) à liderança do Governo do
Brasil, desembarcou no aeroporto de Ribeirão Preto, no Estado de São Paulo, num
voo comercial. Apesar de a organização da sua
campanha ter colocado um veículo à sua espera na pista do aeroporto, Marina
preferiu demorar mais tempo saindo pela área de desembarque comum. Ainda dentro
do aeroporto, ela conversou e tirou fotos com eleitores, mostrando-se como uma
mulher normal. Ela que, onde chega, tem fama de provocar um silêncio reverente
e sepulcral. Mas uma campanha eleitoral faz milagres e, agora, tal como Dilma
Rousseff, também Marina Silva aderiu às “selfies” (ver na imagem).
Estas quebras “protocolares”,
como podemos designar a interrupção do percurso de um político por causa de uma
fotografia, têm muita força comunicacional. Fartos de políticos importantes e
muito distantes, mesmo quando não cumprem com a sua palavra, os eleitores são
cada vez mais pessoas de corpo inteiro – pessoas potencialmente mais informadas
ou com acesso a mais informação, pessoas que têm meios de produção e difusão de
conteúdos, pessoas que pensam pela sua cabeça, que escrevem diretamente ao
político, que apreciam proximidade e interação. Apreciam, no fundo, ser
tratados como pessoas e não como meros votos que geram vitórias eleitorais e
poder.
Não é por acaso que as quebras de
protocolo do Papa Francisco são tão apreciadas, mesmo por aqueles que não são
católicos. É que essas situações transmitem do líder da Igreja Católica a
imagem de um homem normal, com quem podemos falar ou trocar um sorriso. Ora, ao
contrário do passado, as pessoas deixaram de ser contemplativas e passaram a
ser interativas. Isso, que começou por acontecer na relação das pessoas com a
arte, estendeu-se ao comportamento quotidiano.
Na era da informação digital em
que vivemos em que a imagem prevalece sobre o texto, em que a forma é mais
importante do que o conteúdo e em que as reações das pessoas comuns são
instantâneas e públicas, as “selfies” – além de serem um elemento de difusão da
imagem dos candidatos políticos nas redes sociais – apresentam-se como um
elemento de comunicação capaz de humanizar os candidatos durante uma campanha.
Em suma, as “selfies” são mais um instrumento de comunicação política que
nenhum político deve menosprezar, pois tem o valor de ser uma imagem orgânica
que o eleitor decide fazer, podendo divulgá-la publicamente, caucionando,
assim, seu apoio público a um candidato.
Lula pode ser o candidato do PT a presidente; Dilma pode ser
substituída até 15 de setembro
O movimento “Volta,
Lula”, embora seja negado pela presidente e pelo próprio Lula, continua e pode
ter sido reforçado pela reviravolta ocorrida com a morte do candidato Eduardo
Campos e consequente candidatura de Marina Silva
Para muitos, a
ascensão da candidata do PSB é incontrolável e só poderia ser detida se Lula
fosse o candidato. Pela lei eleitoral, a mudança pode ser feita até 15 de
setembro.
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