sábado, 6 de setembro de 2014

Novos cursos na Universidade do Ceará - UFC



Criados dois novos cursos de graduação: Engenharia de Minas e Gestão de Políticas Públicas

O Conselho Universitário (Consuni) da UFC aprovou por unanimidade, em reunião na última quinta-feira (4), a criação de dois novos cursos de graduação: Gestão de Políticas Públicas, do Centro de Ciências Agrárias (Fortaleza), e Engenharia de Minas, do Campus de Crateús. A expectativa é de que a primeira graduação passe a funcionar a partir de 2015, com 40 vagas; já a data de início do Curso de Engenharia de Minas está em processo de definição. Com a novidade, a UFC salta de 119 para 121 cursos de graduação.

O bacharelado em Gestão de Políticas Públicas é resultado da experiência de mais de 10 anos em ações de pesquisa e extensão da UFC nessa área, sobretudo após a criação do Programa de Mestrado Profissional em Avaliação de Políticas Públicas (MAPP), em 2000. Agora, a nova graduação pretende qualificar profissionais para o setor público, contribuindo para a promoção da cidadania, o reconhecimento das diversidades socioculturais, o enfrentamento das desigualdades, a melhoria das condições de vida da população e demais ações que visem ao avanço da sociedade. Consulte o projeto pedagógico:http://is.gd/0Mjegv

Em Crateús, o Curso de Engenharia de Minas visa atender à demanda de uma das indústrias mais importantes na geração de divisas e no desenvolvimento econômico e social nas regiões onde se instala. Os profissionais formados estarão aptos a planejar e supervisionar a extração de minérios, elaborar planos de desmonte de rochas, planejar e realizar projetos envolvendo tratamento de minério, dentre outras atividades. Esse será o primeiro bacharelado oferecido pela UFC na área, e contará com o apoio do Curso de Engenharia de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto, o mais antigo do Brasil, cuja criação data de 1876. O projeto pedagógico também está disponível para visualização: http://is.gd/gyzCMu

CONCESSÃO DE TÍTULOS – O Consuni também aprovou a concessão de três títulos de doutor Honoris Causa. Serão homenageados o Prof. Eugênio Raul Zaffaroni, Ministro da Corte Suprema de Justiça da Nação Argentina e professor Emérito e Diretor do Departamento de Direito Penal e Criminologia da Universidade de Buenos Aires; a Profª Maria do Socorro Aragão, fundadora do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal da Paraíba; e o Prof. Pablo Lucas Murillo de La Cueva, catedrático de Direito Constitucional da Universidade de Córdoba e magistrado da Suprema Corte da Espanha.

A data da entrega dos títulos, propostos pela Faculdade de Direito, pelo Centro de Humanidades e pela Faculdade de Medicina, respectivamente, será agendada com os homenageados.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social e Marketing Institucional da UFC – fone: 85 3366 7331

Mulheres no Parlamento

                 


Assista ao Programa Mulheres no Parlamento, na TV Assembléia, canal 30. 

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Marina no Ceará.

Marina Silva chega sábado no Ceará

Marina Silva
A candidata a presidente da República pelo Partido Socialista Brasileiro, Marina Silva, estará em Fortaleza no próximo sábado, dia 6 de setembro. Segundo o coordenador da campanha da candidata ao Governo do Estado Eliane Novais (PSB) e presidente do PSB no Ceará, Sergio Novais, a candidata a presidência participará de culto em celebração aos 100 anos das Assembleias de Deus no Ceará.
Marina Silva chega a Fortaleza no início da tarde, por volta das 14h. Já o evento de celebração aos 100 anos das Assembleias de Deus no Ceará acontece a partir das 16 horas, no estádio Castelão. Antes de chegar em Fortaleza, a presidenciável cumpre agenda na Bahia.
             

Assista mais uma edição do programa Mulheres no Parlamento. Com apresentação de Silvana Frota, o programa vai ao ar quinzenalmente, às quintas-feiras, a partir das 20h30, com reprise aos domingos, às 18h00.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Eleições 2014

Eleição deste ano é a mais cara da história

Levantamento exclusivo da Revista Congresso em Foco mostra que a previsão de gastos dos candidatos em 2014 ultrapassa R$ 71 bilhões, valor que daria para manter o Bolsa Família por seis anos e é um terço maior que o previsto na campanha passada


     Apesar da maior parte das contribuições sair do cofre de grandes empresas, eleitor também paga a conta Os quase 25 mil candidatos que disputam um mandato este ano esperam arrecadar e gastar, juntos, até R$ 71 bilhões, de acordo com levantamento feito pela Revista Congresso em Foco no banco de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Um terço a mais do que previram os 22 mil concorrentes no começo da campanha de 2010. Dinheiro suficiente para bancar quase três Copas do Mundo, considerando-se os valores divulgados em balanço pelo governo federal em maio. Ou para cobrir todas as despesas com salário e mandato dos 594 deputados e senadores, inclusive assessores de confiança, por sete décadas. Ou, ainda, custear por seis anos as 14 milhões de famílias (50 milhões de pessoas) que sobrevivem com recursos do programa Bolsa Família.
     De 2002 a 2010, as despesas declaradas por candidatos e partidos durante as eleições para cargos federais cresceram cinco vezes, muito acima da inflação de 76% registrada no período. Desde as denúncias que derrubaram o então presidente Fernando Collor, em 1992, o atual sistema de financiamento eleitoral dividiu o noticiário político com o policial em diversas oportunidades. Foi pano de fundo de todos os mensalões, do PT, do DEM e do PSDB. Passou a ser visto como uma janela para a corrupção por autoridades policiais, do Ministério Público e da Justiça. E como uma porta para a distorção na representação dos políticos, na avaliação de cientistas políticos e representantes de entidades engajadas na luta pela melhoria da política no país.

Jogo comprado

     “Chegamos ao grau da insustentabilidade. As eleições são um jogo comprado no Brasil”, afirma o juiz eleitoral Márlon Reis, um dos idealizadores da Lei da Ficha Limpa e coordenador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE).
     Segundo ele, só se elege quem tem muito dinheiro ou é apoiado por grandes empresas. “Isso não é legítimo, porque nega a representação a outros segmentos da sociedade que não o econômico. As representações estão sob domínio do abuso do poder econômico, que, de ilícito, tornou-se regra”, acrescenta o magistrado.
     Além do aumento de mais de 30% na estimativa inicial, há outro indicador de que os gastos serão muito superiores este ano: os presidenciáveis, cujos números finais historicamente se aproximam do teto previsto inicialmente, praticamente dobraram a estimativa de 2010. Em busca do posto máximo da República, os 11 candidatos ao Palácio do Planalto pretendem investir até R$ 917 milhões. Somente os três principais nomes – Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB), que substitui Eduardo Campos (PSB) – projetam arrecadar R$ 738 milhões, ou 80% do total. Há quatro anos o limite inicial de despesas dos presidenciáveis era de R$ 482 milhões. Mas, ao final dos dois turnos, as despesas passaram de meio bilhão. No primeiro mês de campanha deste ano, os candidatos ao Planalto receberam R$ 31,2 milhões, de acordo com a primeira prestação de contas, divulgada no começo de agosto. Apenas os três principais concorrentes ficaram com 94% de todo o dinheiro repassado.
     Desde 1997, o Congresso Nacional discute a necessidade de uma lei que limite os gastos das campanhas. Desinteressados em mudar as regras do jogo do qual se beneficiam, os parlamentares preferem não colocar o tema em votação e deixar a definição das despesas máximas com os próprios partidos. Como ninguém quer parar em um teto baixo de arrecadação, temendo ser ultrapassado pelos adversários, as legendas costumam exagerar na estimativa. “É uma corrida sem fim, uma bola de neve. Se um gastar mais, o outro vai tentar superá-lo”, observa o promotor Edson de Resende Castro, coordenador eleitoral de Minas Gerais.
      Nas eleições de 2010, as despesas declaradas giraram em torno dos R$ 4 bilhões, cerca de 10% dos R$ 48 bilhões estipulados no começo da campanha. Essa disparidade costuma ser puxada pelos milhares de candidatos a deputado federal e estadual, que apresentam metas de arrecadação muitas vezes irreais. Só o PTdoB de Rondônia, por exemplo, estimou limite de R$ 90 milhões para cada um de seus candidatos à Assembleia Legislativa. Já o PT de Sergipe fixou o teto de R$ 30 milhões para eleger cada deputado federal.

Democracia do dinheiro

     Gastos mais elevados de campanha diminuem a competitividade de candidatos com menos recursos, o que dificulta a representação de setores mais pobres da sociedade e favorece relações promíscuas entre empresas e candidatos, afirmam os especialistas no assunto. Para os doadores, as contribuições financeiras são um investimento. Muitos miram contratos com a administração pública ou benefícios como renúncias fiscais ou reduções de impostos para suas atividades. Interesses que, muitas vezes, entram em conflito com o do eleitor que bancou com o voto a eleição de determinado candidato.
     “A avalanche financeira que toma conta das eleições é o maior fator de distorção da representação política no Brasil”, diz o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), defensor do financiamento público de campanha e da proibição de doações por empresas. “O país está se transformando na democracia do dinheiro”, acrescenta.
      A mesma crítica é feita pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Furtado Coêlho. “Sabemos que a sociedade é desigual, mas temos de construir sistema eleitoral que iguale os brasileiros, e não os desiguale ainda mais”, defende. A OAB questiona no Supremo Tribunal Federal (STF) a legalidade do financiamento eleitoral por empresas. O julgamento foi suspenso em abril, com placar de seis a um pela derrubada das contribuições das pessoas jurídicas (leia mais na página 15). Caso os ministros confirmem o posicionamento adotado até agora, esta poderá ser a última eleição com doação do empresariado.
       Para o juiz Márlon Reis, há dois caminhos para coibir a desigualdade de condições entre os candidatos: a proibição das doações por empresas, com definição de teto para as contribuições das pessoas físicas, e a divulgação dos doadores em tempo real na internet. “O eleitorado está sendo chamado a legitimar um modelo que não é sustentável nem representativo. Todos os segmentos expressivos da sociedade deveriam se sentar no Parlamento. Mas só quem tem o beneplácito do poder econômico é chamado à mesa. Por isso as pessoas dizem: eles não nos representam”, explica Márlon.

Eleições 2014

As pessoas querem proximidade e interação




     Na semana passada, Marina Silva, candidata do Partido Socialista Brasileiro (PSB) à liderança do Governo do Brasil, desembarcou no aeroporto de Ribeirão Preto, no Estado de São Paulo, num voo comercial. Apesar de a organização da sua campanha ter colocado um veículo à sua espera na pista do aeroporto, Marina preferiu demorar mais tempo saindo pela área de desembarque comum. Ainda dentro do aeroporto, ela conversou e tirou fotos com eleitores, mostrando-se como uma mulher normal. Ela que, onde chega, tem fama de provocar um silêncio reverente e sepulcral. Mas uma campanha eleitoral faz milagres e, agora, tal como Dilma Rousseff, também Marina Silva aderiu às “selfies” (ver na imagem).
     Estas quebras “protocolares”, como podemos designar a interrupção do percurso de um político por causa de uma fotografia, têm muita força comunicacional. Fartos de políticos importantes e muito distantes, mesmo quando não cumprem com a sua palavra, os eleitores são cada vez mais pessoas de corpo inteiro – pessoas potencialmente mais informadas ou com acesso a mais informação, pessoas que têm meios de produção e difusão de conteúdos, pessoas que pensam pela sua cabeça, que escrevem diretamente ao político, que apreciam proximidade e interação. Apreciam, no fundo, ser tratados como pessoas e não como meros votos que geram vitórias eleitorais e poder.
     Não é por acaso que as quebras de protocolo do Papa Francisco são tão apreciadas, mesmo por aqueles que não são católicos. É que essas situações transmitem do líder da Igreja Católica a imagem de um homem normal, com quem podemos falar ou trocar um sorriso. Ora, ao contrário do passado, as pessoas deixaram de ser contemplativas e passaram a ser interativas. Isso, que começou por acontecer na relação das pessoas com a arte, estendeu-se ao comportamento quotidiano.

     Na era da informação digital em que vivemos em que a imagem prevalece sobre o texto, em que a forma é mais importante do que o conteúdo e em que as reações das pessoas comuns são instantâneas e públicas, as “selfies” – além de serem um elemento de difusão da imagem dos candidatos políticos nas redes sociais – apresentam-se como um elemento de comunicação capaz de humanizar os candidatos durante uma campanha. Em suma, as “selfies” são mais um instrumento de comunicação política que nenhum político deve menosprezar, pois tem o valor de ser uma imagem orgânica que o eleitor decide fazer, podendo divulgá-la publicamente, caucionando, assim, seu apoio público a um candidato.

Lula pode ser o candidato do PT a presidente; Dilma pode ser substituída até 15 de setembro



O movimento “Volta, Lula”, embora seja negado pela presidente e pelo próprio Lula, continua e pode ter sido reforçado pela reviravolta ocorrida com a morte do candidato Eduardo Campos e consequente candidatura de Marina Silva
Para muitos, a ascensão da candidata do PSB é incontrolável e só poderia ser detida se Lula fosse o candidato. Pela lei eleitoral, a mudança pode ser feita até 15 de setembro.

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