sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Eusébio é melhor em padrão de vida
A publicação estudou municípios de pequeno, médio e grande portes, tendo por base dados de fontes oficiais agrupados em quatro eixos: Social, Fiscal, Econômico e digital. As cidades foram analisadas em 48 categorias. O quesito "Padrão de Vida" está no eixo econômico, que inclui os itens "Mercado de Trabalho" e "Comércio Exterior".
Eusébio foi a única cidade do Estado e uma das únicas do Nordeste entre as primeiras colocadas do anuário. Apenas Salgueiro, em Pernambuco, venceu em um dos quesitos da premiação ("Aplicação em Saúde e Educação", entre as localidades de médio porte). Além do padrão de vida, Eusébio também obteve destaque nas categorias "Capacidade de arrecadação" (8º lugar), "Execução de orçamento" (13º) e "Qualidade de vida" (21º), todos referentes aos municípios de pequeno porte.
O prefeito da cidade, José Arimateia Jr., que esteve na quinta-feira (17) em São Paulo para receber o título, atribui o resultado às políticas públicas desenvolvidas nos últimos anos e à gestão e aplicação dos recursos nas áreas de maior demanda. "Enquanto é exigido o investimento de, pelo menos, 15% na Saúde, nossa média tem sido de 25% a 27%. Na Educação, o mínimo é 25%, mas sempre ficamos em torno de 27%, 28%. Com isso, conseguimos ter, pelo terceiro ano consecutivo, a menor taxa de mortalidade infantil do País; todas as escolas do município são de tempo integral e o transporte público é gratuito", diz.
Na visão da professora Clélia Lustosa, do Observatório das Metrópoles da Universidade Federal do Ceará (UFC), outro fator a ser considerado é a crescente instalação de indústrias e condomínios de luxo, que provocaram mudanças socioeconômicas de impacto. "Essas novas opções de habitação e a criação de fábricas na região aumentaram a arrecadação de impostos e geraram empregos, fazendo com que a população consumisse mais e movimentasse a economia. Com mais impostos, há mais recursos e o município tem como investir melhor", explica.
Quem mora lá, contudo, reconhece problemas que precisam ser superados. A falta de segurança é queixa recorrente. "O policiamento aqui não é suficiente. É uma cidade boa, mas antigamente era mais tranquila", conta a aposentada Maria Josélia Lima.
Há ainda quem aponte os relacionamentos entre os moradores como um dos pontos positivos, como a aposentada Maria Célia. "Vejo muitos problemas, como a segurança e falta de remédios no posto de saúde, mas as pessoas aqui são boas e a vizinhança é muito amiga", ressalta.
Os moradores reconhecem o crescimento. "É uma cidade que está crescendo muito, com muitos condomínios, muitas fábricas e empregos. Ainda sinto falta de oportunidades para quem está fazendo um curso superior, mas aqui tem vantagens. Considero o acesso a saúde melhor do que em outros lugares. O custo de vida também é baixo", afirma a universitária Zildênia Souza.
O prefeito admite que determinadas áreas necessitam de maior investimento. "Precisamos melhorar muito a infraestrutura e o saneamento básico. São duas áreas de atuação que o município, por si só, não tem recursos suficientes para aplicar. Mas já temos alguns projetos em andamento", diz.
Aprovada nova divisão do Ceará em regiões
Deputados aprovaram, ontem, a mensagem do Governo do Estado que modifica macrorregiões de planejamento do Ceará, baseado em estudo da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag). Cinco emendas modificativas ao projeto original foram apresentadas e aprovadas durante discussão, incluindo alguns municípios na chamada Grande Fortaleza, que passa a ter a mesma configuração da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).
Uma das emendas apresentas ao plenário era de autoria do presidente da Mesa Diretora, Zezinho Albuquerque (PROS), outra de Augusta Brito (PCdoB), uma de Wagner Sousa (PR) e outra de Ely Aguiar (PSDC). Danniel Oliveira (PMDB) e Heitor Férrer (PDT) apresentaram uma quinta, mas tratando de outra macrorregião, a do Cariri. Eles incluíram o Município de Lavras da Mangabeira nessa área. Na mensagem original, a cidade fazia parte da Região Centro Sul.
Antes de votação, comissões de Constituição e Justiça e de Orçamento realizaram reunião conjunta para debater as modificações apresentadas. A alteração de Augusta Brito incluiu Paracuru na Grande Fortaleza e a de Wagner Sousa inseriu São Luís do Curu, Paraipaba e Trairi. A emenda de Ely Aguiar incluiu Cascavel, enquanto a de Zezinho Albuquerque inseriu Pindoretama e Cascavel na região chamada de Grande Fortaleza.
No projeto original, a região era composta por Aquiraz, Caucaia, Chorozinho, Eusébio, Fortaleza, Guaiuba, Horizonte, Itaitinga, Maracanaú, Maranguape, Pacajus, Pacatuba e São Gonçalo do Amarante. Prefeitos dos demais municípios ficaram preocupados por não estarem incluídos na Grande Fortaleza, pois fazem parte da Região Metropolitana de Fortaleza. Eles temiam perder repasses federais, já que a mensagem não deixa claro se a RMF seria modificada.
O líder do Governo, Evandro Leitão (PDT), explicou que não haveria nenhuma mudança na região. Como o argumento não convenceu os aliados, o Governo teve que voltar atrás e incluir Paracuru, Paraipaba, Trairi, Paracuru, Cascavel e Pindoretama na Grande Fortaleza.
Atualização
De acordo com o Poder Executivo, a matéria corresponde a um estudo de atualização das regionalizações da Secretaria do Planejamento e Gestão, com vistas ao aperfeiçoamento das atividades de planejamento, monitoramento e implementação de políticas públicas de forma regionalizada. As mudanças servem de subsídio para elaboração do Plano Plurianual (PPA) e Lei Orçamentária Anual (LOA).
Segundo a mensagem, o planejamento regionalizado e descentralizado facilita a construção de matrizes econômicas independentes, corredores dinâmicos de atividades e fortalecimento das vocações regionais.
Agora, as macrorregiões passam a ser configuradas em 15 macrorregiões: Sertão Central, Sertão de Canindé, Sertão de Sobral, Sertão do Crateús, Sertão do Inhamuns, Sertão do Jaguaribe, Cariri, Centro Sul, Grande Fortaleza, Litoral Leste, Litoral Oeste/Vale do Curu, Maciço de Baturité e Serra da Ibiapaba.
Os deputados Renato Roseno (PSOL) e Carlos Matos (PSDB) chegaram a questionar o modelo econômico de desenvolvimento adotado no Ceará.
Ceará pode ganhar força no governo Dilma na reforma ministerial
A reforma administrativa da presidente Dilma Rousseff (PT) poderá fortalecer politicamente o Ceará no governo federal com duas pastas, o Ministério das Comunicações e da Integração Nacional. O PDT, que deve entregar a pasta do Trabalho nos próximos dias, deverá aceitar o Ministério das Comunicações com a reforma ministerial e afastar a possibilidade de se distanciar do governo.
O cearense André Figueiredo, líder do partido na Câmara dos Deputados, é um dos cotados para ser nomeado para o primeiro escalão federal. Ao O POVO, o deputado afirmou que existe uma conversa inicial com a presidente, mas que só haverá definição na próxima semana com o retorno da petista ao Brasil. Questionado se aceitaria o posto, André afirmou que só se manifesta quando houver algo concreto.
O presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, confirmou a conversa com a presidente sobre o ministério. “A tendência é que a gente fique com as Comunicações”. Lupi disse que o deputado cearense é um dos nomes que o partido estuda indicar. O PMDB tenta mais um ministério, além dos já negociados nos últimos dias. Conforme O POVO apurou, o senado reivindica o Ministério da Integração Nacional e o líder do partido na Casa, senador Eunício Oliveira (PMDB), indicaria o nome para ocupar o posto.
O senador, no entanto, nega a reivindicação. “Eu disse que ela (Dilma) ficasse tranquila que não havia nenhuma reivindicação do PMDB no senado”, ponderou. Eunício afirmou ainda que não aceitaria ser ministro. No entanto, de acordo com um peemedebista, a indicação partiria do senador cearense. O PP, responsável pela indicação do ministro Gilberto Occhi, se movimenta para não perder a pasta.
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Programa Mais Infância Ceará , destaque no Programa Mulheres no Parlamento
.PROGRAMA MAIS INFÂNCIA CEARÁ É ASSUNTO DO PROGRAMA MULHERES NO
PARLAMENTO
Assista o programa Mulheres no Parlamento pela TV Assembleia canal 30, conheça os detalhes do Programa Mais Infância Ceará.
Assista o programa Mulheres no Parlamento pela TV Assembleia canal 30, conheça os detalhes do Programa Mais Infância Ceará.
Revista Ceará e Municípios cobre lançamento do Programa Mais Infância
Com
apresentações circenses dos alunos do Circo Escola Bom Jardim e da banda do
Colégio Piamarta, a primeira-dama do Estado, Onélia Maria Leite de Santana,
lançou nesta terça-feira (25), no Pavilhão de Eventos da Residência Oficial, o
Programa Mais Infância Ceará, voltado para desenvolvimento infantil, Defendendo
a necessidade de um olhar especial à infância e beneficiando os 184
municípios cearenses. O programa tem o apoio de parceiros como o Governo
Federal, secretarias de Estado, prefeituras municipais, iniciativa privada e
entidades da sociedade civil.
De acordo
com Onélia Leite Santana, o programa é fruto de pesquisas aprofundadas
realizadas por diversos órgãos. "É com muita alegria que recebo vocês aqui
para tratar de um assunto tão importante que são as crianças, o nosso futuro.
Jovens educados e produtivos são capazes de criar uma sociedade sustentável e
desenvolvida. E não podemos falar disso se deixarmos de lado a primeira
infância. No começo do ano, tivemos várias reuniões com diferentes órgãos para
saber o trabalho que vem sendo feito com as crianças do nosso Estado. Como está
o lazer delas? Fizemos um grande estudo com nossa equipe para apresentar esse
programa. Chegamos à conclusão que a cada dólar investido na infância, a
sociedade tem retorno de 9 dólares na vida adulta", disse.
Entre as
ações do Programa Mais Infância Ceará estão a assistência em educação e saúde
com visitas, inicialmente, em 36 municípios mais pobres, além da construção de
espaços públicos adequados para o desenvolvimento infantil. "Na faixa
etária de crianças de 0 a 6 anos se forma a arquitetura cerebral, é o alicerce
para a vida adulta. A intenção é criar novas oportunidades, afeto, mas também
lazer. Os interesses são as crianças, das instituições governamentais e não
governamentais. Vamos criar uma rede de fortalecimento de vínculo. Brincar é o
melhor caminho para a educação formal e quero destacar a qualidade dos
profissionais que trabalharão nessa tarefa", disse a primeira-dama.
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